Medo da violência no trânsito leva moradores do São Sebastião a rejeitar construção de ponte

A Associação dos Moradores do Bairro São Sebastião I está preocupado com o aumento do índice de acidentes com vítimas fatais na travessia da Avenida Costa e Silva (convertida em rodovia federal BR-319). Vários moradores relatam casos de parentes ou conhecidos que se envolveram em acidentes e algumas que morreram ao tentar atravessar a avenida ou se deslocando por ela.

Eles relatam um acidente ocorrido recentemente em que um pai de família saiu de casa de bicicleta para ir ao trabalhar e foi atropelado e esmagado por um caminhão na Costa e Silva. “Esse é apenas o caso mais grave e mais recente, mas há inúmeros registros de acidentes de menor monta envolvendo, sobretudo, crianças do bairro”, afirma Jacó.
O presidente da Associação, Jacó Lira, acredita que se a ponte sobre o rio Madeira para fazer a ligação de Porto Velho com Humaitá e Manaus for construída no mesmo local onde funciona a balsa a situação tende a se agravar. Jacó aponta perigo maior ainda para as crianças do bairro que necessitam atravessar a avenida Costa e Silva para estudar nas escolas Nações Unidas, no bairro Ipase Novo, e São Pedro, no bairro Pedrinhas. É uma situação de risco constante, destaca Jacó, acrescentando que desde a construção do porto graneleiro aumentaram as dificuldades para as cerca de 1800 famílias que moram no São Sebastião I.
“Somos a favor da construção da ponte, mas não no mesmo local onde funciona a balsa atualmente”, avisa o líder comunitário, prometendo muito trabalho para convencer as autoridades da inconveniência de deixar uma rodovia federal, que promete ser de tráfego intenso, dentro da cidade.

Na busca de uma saída para vencer essas dificuldades, o presidente da Associação de Moradores do São Sebastião I pretende procurar a nova diretoria da Associação de Moradores do Bairro da Balsa e propor ações conjuntas para reivindicar a construção de faixas de pedestres ou até mesmo passarelas na Costa e Silva e propor ações na Justiça contra a construção da ponte no local onde se faz a travessia do Madeira atualmente. Ele acredita que a união de todos os moradores dos bairros prejudicados com a federalização da Costa e Silva e Jorge Teixeira poderá sensibilizar as autoridades para que aproveitem o bom momento econômico porque passa Rondônia e propor a construção de um anel viário tirando o trânsito de caminhões de dentro da cidade.

Jacó Lira, que além de presidente da Associação de Moradores do Bairro São Sebastião I e repórter fotográfico e conhecedor dos problemas da cidade, afirma que é inconcebível a forma ‘apequenada’ de atuação de nossos políticos. “O momento para unir a construção da ponte sobre o Madeira com o anel viário e, consequentemente, melhorar as condições do trânsito em Porto Velho é esse. Nunca vivemos um momento tão propício para programar obras que de fato melhorem a qualidade de vida da população como agora, com o bom de desenvolvimento advindo com a construção das hidrelétricas. Mas não podemos pensar pequeno”, desafia Jacó.

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Santo Antônio Energia forma instaladores hidráulicos em Jacy-Paraná

No último dia 13 foi encerrado o Curso de Instalação Hidráulica em Jacy-Paraná. Nesta primeira etapa 15 alunos concluíram o curso profissionalizante, realizado pela Santo Antônio Energia em parceria com o SENAI e o Coodejap (Cooperativa de Desenvolvimento de Jacy-Paraná). Hoje começa o curso de capacitação profissional para pedreiro de alvenaria. As ações fazem parte do subprograma de Qualificação de mão de obra da UHE Santo Antonio, que pertence ao plano de compensação social da concessionária e foi planejada de acordo com a demanda dos próprios moradores da região.
O curso oferece conhecimento aliado à prática, preparando com os novos profissionais eficiência e agilidade necessárias para que possam se colocar no mercado sem demora. Durante a formatura, os alunos agradeceram a oportunidade e destacaram que a Santo Antônio Energia está transformando a comunidade de Jacy-Paraná, por meio do asfaltamento de parte das ruas, da ampliação de escolas e do cuidado com a saúde”, comenta Alexandre Queiroz, Coordenador de Sustentabilidade da Santo Antônio Energia.

A Santo Antônio Energia também está investindo em cursos de capacitação profissional para eletricista instalador predial, cujo início está previsto para o dia 24. Além disso, a concessionária negocia a contratação do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) para oferecer outros três cursos de qualificação em Jacy-Paraná. A proposta, que deve ser assinada até o fim de agosto, prevê a formação de turmas de Operador de Motosserra, Administrador de Cooperativa, Florestamento e Reflorestamento.
O canteiro de obras da UHE Santo Antônio já conta com o trabalho de mais de 86% de mão de obra da região, que foi capacitada pelo Programa de Qualificação Profissional Continuada – Acreditar, realizado pela Odebrecht, acionista da Santo Antônio Energia, em parceria com o SENAI. No total, são 5.100 empregos diretos, dos quais 14% são ocupados por mulheres.
Usina Hidrelétrica Santo Antônio

Com potência de 3.150 megawatts e investimentos de R$ 13,5 bilhões, a usina entrará em operação em maio de 2012. Considerado referência em construção de hidrelétrica, o projeto envolve tecnologia avançada e menos agressiva ao meio ambiente.


Santo Antônio Energia

É a concessionária responsável pela construção e pela futura operação da Usina Hidrelétrica (UHE) Santo Antônio, localizada no rio Madeira, em Porto Velho (RO), e pela comercialização da energia a ser gerada. O empreendimento – atualmente em fase de construção e considerado fundamental para o suprimento de energia elétrica necessário ao desenvolvimento do país - tem entre seus acionistas as empresas Furnas, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Cemig e o Fundo de Investimentos e Participações Amazônia Energia (FIP) - encabeçado pelos bancos Banif e Santander e pelo Fundo de Investimento do FGTS. A UHE Santo Antônio é uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.


Agosto/2009
Informações para a imprensa

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AS CORES DO FUTURO

Confúcio Moura - Já me disseram que o futuro é negro. E se for assim tem tudo para ser maravilhoso. Porque sempre o dia de amanhã é melhor do que o de hoje. É o que se pensa e o que se diz. Alguma coisa nova amanhã será inventada. E tudo avança e se aperfeiçoa. E a gente que vive hoje, com tanta coisa nova, celular, TV de tela plana, DVD, computador, email, gravador fica meio abestado com tanta novidade.

O homem é o mesmo. Ele não muda. O sentimento, a emoção, o desejo de progredir, aventurar, dominar continua o mesmo através dos tempos. E todo mundo acha que está certo. O mais cruel bandido acha que está certo. E a gente estuda e pensa que sabe muito. E se gruda no livro e lê isto e aquilo. Decora alguma coisa. E depois esquece quase tudo. Mesmo assim acha que sabe muito. Criar mesmo alguma coisa prática e proveitosa pouca gente cria. Pensar diferente do outro pouca gente pensa. E de vez em quando surge um ser especial que discorda. E escreve tudo diferente. E todo mundo se vira contra ele. Mais tarde se transforma em gênio.

Viaje no tempo, meu irmão. Vá de jatinho ao Egito antigo, a Roma, a Grécia - quando você perceber que irá morrer de velho e não dará conta de entender o que escreveram os imperadores, os filósofos gregos, os sábios egípcios, pobre de você, do euzinho aí, que se acha o tal e verá que não passa de uma minhoca humana. Basta dar uma olhadinha nas pirâmides egípcias. Basta reparar o sistema de irrigação que eles usavam antes de Cristo às margens do Nilo. E o mais admirável é a conservação dos cadáveres dos seus faraós, as múmias, de suas belas mulheres, vaidosas, pescoçudas, invejadas. A escrita enigmática e misteriosa (hieróglifos) e arte expressa na teoria da frontalidade.

E aí meu caro, o que acha da sua sabedoria extraordinária e contemporânea? Do seu belo celular multifuncional, do seu carrão digital, do seu cartão de crédito, das suas bugigangas chinesas que enchem a sua sala e que depois quebram e somem e não fazem nenhuma falta? E você fica por aí, simplesmente copiando e colando, acha tudo isto o máximo da modernidade. Entenda que o homem continua o mesmo. Ele quer pouco e vive com o essencial. O que mais deseja é ser feliz. É viver em paz. É comer todo dia. É amar e ser amado. E mais ainda ser admirado, ao menos admirado por ser chamado pelo nome. E ser tratado com gente. Isto é o máximo.

E a cor do futuro? Bem que eu queria que ele tivesse a cor da flor do maracujá. De tênues ramas verdes, frágeis, penduradas nos aramados, nos pomares iguais, elas brotam esplendorosas e surpreendentes. Não há poema que possa dizer do seu encanto. Ou do seu mistério. E tudo se mistura ali, do roxo ao azul que se encaminha ao branco, a cúpula verde e um pedúnculo soberbo. O futuro poderia ser assim de tão belo não existir e se existisse fosse um terrível imaginário, mais ou menos fictício, assim como um paraíso, que mais tarde se tornasse verdade pura, num copo de suco agridoce, inconfundível, singelo amarelado que nos entrasse na alma e que tudo num circuito bendito voltasse a ser a flor do maracujá. Que brotassem flores com estas nos seus corações.

Por que esta inspiração de hoje? De falar de futuro e maracujá? A razão é simples, semana passada fui a Estrela de Rondônia, distrito de Presidente Médici, assistir a sétima festa do maracujá. Por lá o povo vive feliz. A base da economia é o maracujá, abacaxi, goiaba. Cerca de 600 casas num roçado do olho, maioria de alvenaria, telhas de barro, ruas asfaltadas, uma praça com fícus imensos. De tudo havia maracujá, no suco, no creme, na comida, no molho, no bolo, na torta, na pizza. Trezentos pés de maracujás bem cuidados sustentam uma família inteira. A fruta. A opção de futuro do Estado pode estar em Estrela de Rondônia. Hoje, Rondônia prospera pela força do dinheiro do PAC (programa de aceleração do crescimento), com crescimento monumental. E depois? Como será? Não mais a terra arrasada, de triste lembrança, da garimpagem do ouro no Rio Madeira. Nem os destroços do Rio Santa Cruz no Garimpo do Bom Futuro. Nem as milhares de serrarias que foram montadas e desmontadas em todas as cidades do Estado e que foram embora, cada vez mais pra longe, repetindo o mesmo cenário anterior. Ficaram os escombros.

É por isso que digo que o futuro tem cor. E para mim a cor preferida dele é o da flor do maracujá. Das trançadas moitas de açaí e da bacaba. O açaí amazônico invadiu o mundo sozinho. Sem nenhuma propaganda oficial, sem nenhum marketing prospectivo de Governo nenhum. Ele entrou nas academias na base do boca a boca. No gosto mundial pelo exótico indígena. Que tal trocar celular por bacaba? Que tal vender comida típica para mundo digital? Que tal deixar de agora em diante a floresta em pé e vender a castanha do Brasil para o mundo inteiro?

Oh! Homem genial, pós-moderno, raro, matemático, exato, lógico, quase perfeito, quem és tudo homem robotizado, para desafiar as coisas simples, evidentes, comuns, naturais, quem és tu doidivanas que não vês com teus pobres olhos de lentes de contatos as cores da flor do maracujá?

  ©Fale Conosco cebraic@gmail.com

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